É mentira que o legítimo forró afasta o público. Estão negando a verdadeira cultura ao povo”, por Onaldo Queiroga
Foto: Liberdade 96 FM
O forró, filho do baião, surgiu no cenário musical pelas mãos de Luiz Gonzaga do Nascimento. Cumprindo seu destino, saiu do Nordeste e conquistou o mundo. “Seu” Luiz, com o chapéu de couro, gibão e sanfona ao peito, no compasso do ritmo chamado forró, cantou as dores do sertanejo, desenhou a trajetória do retirante, protestou e transformou o forró num canto e numa dança que consubstanciam a força imensa de promoção da alegria do nordestino.
Foi através do baião, do forró, do xote, do xaxado e das marchinhas que Gonzaga transformou os festejos juninos numa tradição eterna de um povo chamado Nordeste. O filho de Exu enfrentou muitos preconceitos.
Sua sanfona muitas vezes não pôde tocar em todos os palcos. Sua voz não podia ser ouvida em qualquer horário radiofônico. Mas o forró, valente e destemido, sempre soube vencer todas as barreiras.
Se nos horários nobres o forró não tinha espaço na mídia, o sempre itinerante Luiz foi ao encontro do povo: cantou nos circos, em cima de caminhões e nas praças públicas. Seu canto, como o da passarada, acordou o sertanejo que, de enxada à mão, na alvorada na roça, já capinava.
Luiz inventou o forró como instrumento de comunicação do sertanejo com o mundo. Através dele, o nordestino passou a ser ouvido musicalmente; passou a reclamar, a protestar, a decantar suas mágoas e dores, como também a sua alegria e felicidade. Assim, o forró constitui patrimônio importante do Nordeste.
Merece respeito. Por tudo isto é que, às vezes, fico pensando: Luiz Gonzaga firmemente combateu o preconceito contra o Nordeste, principalmente aquele preconceito, vindo de fora da região, dos “requintados” que viam o forró com olhar discriminador. Até fazer sua derradeira viagem, em 2 de agosto de 1989, o “Lua” venceu a todos e manteve-se de pé.
Sua voz, até hoje, continua a ecoar por todos os recantos. Mesmo estando Luiz Gonzaga ausente fisicamente, a voz do forró luta, inacreditavelmente, contra um monstro de plástico erguido em seu próprio território.
Uniram-se grande parte da mídia, empresários (intitulados donos de “bandas de forró”, governos municipais, estaduais e da União para travarem guerra contra a cultura do legítimo forró.
Se já não havia espaço para o forró pé-de-serra na programação das rádios, das televisões, agora também trataram de reduzir o espaço da verdadeira música nordestina nos eventos culturais que acontecem no Nordeste.
Sob a falsa alegação de que, o povo só comparece às festas populares se na praça estiver se apresentando uma banda a cantar o “beber, cair e levantar”, o “chupa, que é de uva”, ou mesmo a decantar músicas no estilo “fiel à putaria” (Felipão e banda Forró Moral), ou ainda “Vou dar-lhe de cano de ferro” (Banda Chacal), muitos governantes se utilizam de recursos que a União destina à verdadeira cultura para municiar financeiramente essa coisa plástica que nada tem a ver com o forró, muito menos com nossa cultura.
Não consigo enxergar cultura, por exemplo, numa música que propaga a violência e o desrespeito à mulher. Refiro-me, exemplificando, à música “Tapa na cara, puxão no cabelo”. Onde há cultura nessa canção? Imaginem tais músicas sendo cantadas para uma multidão de jovens que, em plena via pública, bebem sem controle e ouvem esse tipo de mensagem. A coisa é mais séria do que se imagina.
Estamos lidando com dinheiro público. Dinheiro este que, ao invés de estar sendo dirigido para a verdadeira cultura, está sendo usado para promover a divulgação ao culto da bebedeira, da vulgarização da mulher, da prostituição e, por que não, para disseminar o desvirtuamento do comportamento de uma juventude que logo será responsável pelo futuro deste país.
Mas não se enganem. Há um ditado que diz: “A mentira tem pernas curtas”. Para estes que acreditam que só as bandas do forró de plástico conseguem levar multidões aos festejos populares, quero avisar que Flávio José e a Orquestra Sinfônica da Paraíba conseguiram levar um oceano de gente para o Espaço Cultural. Também vi Adelmário Coelho e Dominguinhos com o clã Brasil, no Parque do Povo, cantando para uma multidão, mesmo debaixo de chuva.
É mentira, portanto, que o legítimo forró afasta o público. Estão negando a verdadeira cultura ao povo. Poucos homens do poder e da mídia fogem desta regra, de modo que tal situação deve ser repensada, principalmente por nossas autoridades. O pé-de-serra vencerá, pois tem raízes fortes e não teme o açoute dos plásticos do momento. Viva o forró pé-de-serra!
Onaldo Rocha de Queiroga - Pombalense - Juiz da 5ª Vara Cível - Capital CONTATO: onaldo@tjpb.jus.br
Diante da saudosa memória da professora Vera - grande lutadora que por muitos anos sonhou com a solenidade daquela noite, de Juninho que tragicamente teve seus sonhos de menino interrompidos, parabenizo toda a comunidade escolar pela realização deste tão sofrido e desejado sonho. Mas não posso deixar de lamentar alguns fatos que dificilmente serão apagados da memória de nossas conquistas e lutas.
Refiro-me a um cerimonial que pecou. Fez com que um evento que tinha tudo para ser glorioso, se transformasse em uma antecipação de palanques eleitorais. Usemos pois o bom senso deixando a politicagem de lado: não havia nenhum motivo para os ex-prefeitos serem convidados a compor a mesa da solenidade. Afinal era um compromisso administrativo da Governadora. Ou será que não?
Creio que aquelas cadeiras poderiam ter sido melhor aproveitadas com a presença do Secretário Municipal de Educação, de um ex-aluno ou uma ex-diretora. Aliás Dona Maria Senora ali estava, orgulhosa e feliz por ter ajudado a construir a longa história daquela instituição, mas foi esquecida e transitou entre todos no ostracismo enquanto o protocolo já quebrado,pareciater como maior preocupação o destaque das “ilustres” figuras míticas da história política dix-septiense.
Se tivermos a capacidade de retirar de nossos olhos as escamas da ignorânciapoderemos enxergar que uma das personalidades mais límpidas no evento foi, sem sombra de dúvidas, a Prefeita Lanice Ferreira que mesmo diante das vaias dos correligionários dos ex-prefeitos, não se intimidou. Não “desceu do salto”. Manteve-se firme. E na sua postura de Prefeita legitimamente eleita pela soberania popular, elevou sua voz em favor do crescimento e desenvolvimento desta terra que há muito tenta suplantar uma praga vil com esplendor.
Enquanto as pobres almas vaiavam não tiveram a sensibilidade de perceber a garra e a força de vontade de Lanice que, diante da Governadora do Estado, agradeceu pela reforma da escola e no mesmo instante solicitou do governo estadual a restauração da RN 117 e da estrada que liga a zona urbana a zona oeste com a construção de uma ponte, a expansão da rede de distribuição de água potável para a população, a instalação de cursos técnicos na escola para gerar mais oportunidades aos nossos jovens, entre outras reivindicações.
Já o discurso da Professora Wilma, este iniciou-se com a saudação feita a prefeita Lanice e a exortação aos colegas correligionários de que aquele momento era de inauguração de uma obra, e não um momento puramente político. Ao companheiro de partido Anaximandro restou-lhe além da palavra de apoio, também o conforto de que como bem disse a Governadora, “na política há momentos de alegria, mas há também momentos de tristeza”.
Estas atitudes dos ex-prefeitos em arrebanhar seus correligionários e testas-de-ferro, colocar carros de som na rua, entregar casas nas caladas da noite, apenas reforçam o que ao longo destes meses temos percebido e sentido até penosamente: a saudade que o grupo adailista tem do poder.
As vaias, se pensarmos bem, vindas de quem veio são até justificáveis se levarmos em consideração que afinal já faz 05 (cinco) meses que os salários não caem em suas contas, um concurso público - tudo indica que fraudulento - também haverá de “cair por terra”, e um raio não deve cair duas vezes no mesmo lugar.
Sentiu-se também a ausência de professores da instituição. Devem ter seus motivos para não terem ido ficar frente a frente com aqueles para quem estenderam um pano negro representando o luto pela educação no estado.
Oxalá que a restauração desta escola sirva para abrir a mente de nossos jovens, fazendo crescer dentro deles o desejo de buscar o conhecimento, a liberdade de espírito, o saber e acima de tudo fazer fluir novos ares em nossa cidade.
Gov. Dix-sept Rosado – RN, 15 de maio de 2009
(* Estudante universitário, ex-aluno da E. E. Manoel Joaquim)
Prefeita vai a Maisa onde assina convênio para construção de adutora
A prefeita de Governador Dix-sept Rosado, Lanice Ferreira de Macêdo, esteve na última quarta-feira, na comunidade da Maisa, onde a governadora Vilma de Faria cumpria agenda administrativa.
Ali, acompanhada do secretário do Desenvolvimento Rural, Sanimarcos Firmino, Lanice assinou convênio para a construção de uma adutora, que levará água aos Assentamentos existentes na zona oeste do município.
No local, também estiveram presentes prefeitos de outros municípios, secretários de estado, deputados, além de auxiliares diretos da governadora.
Veja as fotos do local onde o convênio foi assinado.
Do Assessor de Comunicação da Prefeitura Municipal de Governador Dix-sept Rosado, Itamir Vieira, recebo as informações que posto a seguir:
SECRETARIA DE EDUCAÇÃO FAZ ENTREGA DE LIVROS DIDÁTICOS DA EDUCAÇÃO INFANTIL
Às 9 horas desta quinta, no Plenário da Câmara Muncipal, a Prefeitura de Governador Dix-sept Rosado, através da Secretaria Municipal de Educação, fez a entrega dos livros didáticos aos professores e alunos da educação infantil.
Com um investimento da ordem de R$ 29.330,00, cerca de quinhentos alunos do maternal e também do primeiro, segundo e terceiro períodos, distribuídos nas 9 escolas com educação infantil existentes no município, foram beneficiados.
Na oportunidade, a escritora Maria da Salete Alves Gondim, uma das autoras da coleção, proferiu palestra na qual fez várias sugestões e orientações de como trabalhar as atividades e conteúdos.
A Editora FTD, responsável pela edição (dos livros) e pela ida da palestrante à cidade, se fez presente ao evento, do qual ainda participaram pais de alunos, professores, diretores, supervisores, corpo técnico-administrativo das escolas e da Secretaria de Educação, Conselho Escolar, secretários municipais e vereadores.
Para a Prefeita Lanice Ferreira, esta ação ajudará no desenvolvimento da educação infantil, além de proporcionar uma melhoria na qualidade do ensino. "Entendo a educação como grande força para a construção da cidadania", Frisou.
Já o secretário de Educação, Diassis Araújo, enfatizou a melhoria das condições de trabalho que os professores terão com o livro didático, com o qual terão a oportunidade de aprimorar e realizar novas intervenções pedagógicas no processo ensino-aprendizagem.